Nota.
O leitor que aqui chegou por meio desta referência gentil, talvez espere alguma coisa que não lhe posso dar. O Regresso a Veneza foi criado dois meses antes do Franco Atirador, agora extinto. Durante esse período, não o escrevi a pensar em terceiros, mas em mim. Tenho mais de trinta livros sobre Veneza, sem contar com os romances (de Henry James, por exemplo) que se localizam na cidade. Colecciono mapas, sites e revistas que falam do Veneto. Pareceu-me lógico, já não sei porquê, criar um blog para ir pondo em ordem alguns apontamentos de leitura.
Aproximavam-se, então, as eleições presidenciais. Cavaco Silva preparava uma campanha em jeito de parada triunfal. E eu, secretamente, presumi que poderia fazer alguma coisa para impedir, ou perturbar, a sua anunciada vitória. O Franco Atirador nasceu desse delírio, com alvo declarado, mas desde cedo me serviu para falar de muitas outras coisas que iam ocorrendo. Contente por ter um palco, acabei por ficar.
Foi um vício, fazer aquele blog. Quando ontem declarei o seu fim, senti algum vazio, e apenas por instinto orientei os leitores para aqui. Deste modo mantenho o meu hábito, mas, tal como os fumadores de consciência pesada, que reduzem os cigarros alimentando as suas ilusões, já sei que poderei escrever muito pouco - apenas à medida que for lendo, e tenciono ler espaçadamente.
Por isso, se eu quisesse recomendar aos leitores um modo de usar este Regresso a Veneza, dir-lhes-ia para me visitarem uma vez por mês. Assim ficarão, provavelmente, mais bem servidos.
Não falo do Eduardo Pitta, é claro. Li há poucos meses o relato da sua encantadora estadia, e já sei que teria mais a aprender com ele, do que a ensinar-lhe (perdoem este descarado amiguismo, dirigido a alguém que nem sequer conheço).
O próximo post chegará, com alguma sorte, daqui a duas ou três semanas.
Aproximavam-se, então, as eleições presidenciais. Cavaco Silva preparava uma campanha em jeito de parada triunfal. E eu, secretamente, presumi que poderia fazer alguma coisa para impedir, ou perturbar, a sua anunciada vitória. O Franco Atirador nasceu desse delírio, com alvo declarado, mas desde cedo me serviu para falar de muitas outras coisas que iam ocorrendo. Contente por ter um palco, acabei por ficar.
Foi um vício, fazer aquele blog. Quando ontem declarei o seu fim, senti algum vazio, e apenas por instinto orientei os leitores para aqui. Deste modo mantenho o meu hábito, mas, tal como os fumadores de consciência pesada, que reduzem os cigarros alimentando as suas ilusões, já sei que poderei escrever muito pouco - apenas à medida que for lendo, e tenciono ler espaçadamente.
Por isso, se eu quisesse recomendar aos leitores um modo de usar este Regresso a Veneza, dir-lhes-ia para me visitarem uma vez por mês. Assim ficarão, provavelmente, mais bem servidos.
Não falo do Eduardo Pitta, é claro. Li há poucos meses o relato da sua encantadora estadia, e já sei que teria mais a aprender com ele, do que a ensinar-lhe (perdoem este descarado amiguismo, dirigido a alguém que nem sequer conheço).
O próximo post chegará, com alguma sorte, daqui a duas ou três semanas.
1 Comments:
Sei como é triste fecharmos um blogue, que criamos com muito carinho. Que pena,teres também fechado 'o Franco Atirador'... Eu fechei os meus porque...mas, olha Isolda cantava em seu amor selvagem «... Oh, filha de Irlanda onde te demoras?O que enche a vela são os teus suspiros?Sopra, sopra, ó vento!Desgrça, ah, desgraça, filha de Irlanda apaixonada e selvagem!» ... começo a sentir que falta me fazem os blogues para suspirar!Bom'Regresso a Veneza!AZul.
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