2006/08/21

Sirocco, e outras aflições (II).

Por ser um porto, Veneza revelou-se muito vulnerável às pestes. Em 1348, 1575 e 1630 a cidade perdeu um terço da população. A última epidemia ceifou 50.000 vidas entre Julho de 1630 e Outubro de 1631. Os venezianos eram saudavelmente cépticos (desprezavam a Inquisição, e protegiam os judeus em troca de impostos asfixiantes), mas não totalmente incapazes de um sincero arrependimento, se avistassem na laguna a barca de Caronte. A igreja do Redentor, que observamos nesta imagem de Canaletto, foi desenhada por Palladio para celebrar o fim da mortandade de 1575; e a de Santa Maria della Salute por Baldassare Longhena, para cumprir uma promessa feita pelo Senado durante a peste de 1630. A primeira é um marco do neoclassicismo, a segunda do Barroco Romano, à Bernini. John Ruskin, para quem a arte veneziana começava no periodo Bizantino e acabava no Gótico, disse mal de ambas por uma questão de princípio.

O post, como os leitores já sabem, será colocado aqui.

5 Comments:

Blogger mni said...

aqui, está-se bem!
bj

5:21 PM  
Blogger EMALMADA said...

A CENSURA na comunicação social existe, está aí. Por isso...
Para lá de uma certa Almada virtual na televisão e nos encartes de jornais, há quadros, cenas e imagens de uma Almada real escondida e esquecida que os almadenses não gostam de ver.
http://emalmada.blogspot.com

2:56 PM  
Blogger ana said...

test

11:12 PM  
Blogger G.A.M.N.A.A. said...

PORQUE SIM !

E PORQUE SIM !



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12:27 AM  
Anonymous Rui Ferreira said...

Descobri, por mero acaso, este blog sobre Veneza, cidade que muito me fascina e com a qual, eu e a minha mulher, temos uma relação muito especial.
Lamentavelmente constatei que não tem actividade desde 2006...
De igual modo, fiquei desapontado com o facto de o autor não dispor de email para ser contactado sobre os "muitos livros que tem sobre Veneza...

Rui

12:18 PM  

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